A cirurgia ortognática é uma técnica utilizada para corrigir alterações de crescimento dos maxilares, conhecidas como anomalias dentofaciais, as quais podem originar distúrbios da mordida, articulações e respiração, e também repercutir na estética facial. Trata-se, portanto, de um procedimento estético-funcional capaz de restaurar a harmonia facial e a função mastigatória.
Esta técnica é indicada para vários tipos de anomalias ósseas, desde crescimentos deficientes a exagerados, em todos os sentidos. Para que possa ser realizada, após a diagnóstico da condição do paciente, várias avaliações são feitas para planejar a melhor forma de tratamento. Na criança, normalmente tenta-se corrigir o problema com o uso de aparelhos ortodônticos e ortopédicos que atuem também no crescimento ósseo. Porém, quando o portador da anomalia for adulto, o tratamento ortodôntico isolado não será suficiente para a correção, porque o processo de crescimento da face já terá se encerrado. Nesses casos, a cirurgia ortognática será necessária para a correção completa do problema.
O resultado final é obtido após seis meses, sendo sempre importante o acompanhamento do cirurgião-dentista em todas as fases do pós-operatório. Neste período é realizada a finalização ortodôntica, ajuste fino da mordida, que geralmente dura de 3 a 6 meses. Só após essa fase será possível retirar o aparelho ortodôntico.
Existem três problemas principais que podem afetar a qualidade de vida do paciente que não procura por tratamento. Além das alterações estéticas, o portador das anomalias dentofaciais pode apresentar problemas funcionais e respiratórios. A articulações da mandíbula e a musculatura facial podem ser afetadas, causando dor e problemas de mastigação.